Quando eu estava saindo do restaurante, eu só ouvi o sininho da porta. Era o tal Dalí, ele saiu bufando a boca e vestindo sua jaqueta aquecendo as mãos com o seu bafo, agora com seu nariz engessado, ele estava só arranjando um caminho para puxar conversa supus eu. Bom... Sorte minha, ele era o dono do restaurante.
-Julia! Espere, posso te acompanhar até em casa, eu iria te oferecer uma carona se meu carro não estivesse congelado.
-Claro, estou acustumadíssima a andar à pé.
E nós conversamos e rimos bastante até percebermos que tínhamos muito em comum.
-Julia, diga-me, já foi casada?
Eu respondi, sentindo-me meio que pressionada:
-Por que a pergunta?
- Por que você é uma mulher bonita...
"Hummm... esse assunto, vamos fugir disso''- Pensei
- Hum... Mas você deve ter sido muito bem sucedido no seu casamento, não é?
Ele de repente abaixou a cabeça, foi quando eu descobri imediatamente que tinha falado bobagem, Seus olhos ficaram vermelhos, mas ele deu um sorriso. O quê me deprimiu ainda mais:
- O- o que houve? Dalí? ... Eu não sabia será que eu...
-Não, está tudo bem... É que sabe... Eu tinha uma família, entende.
-É mesmo? ''hummm, se fazendo de vítima, eu conheço essa''
Ele balança a cabeça como sinal que "sim" e prossegue:
-Éramos três, Janine, e minha querida filha, Brook... Daí houve um acidente na pista..E..
-Não precisa continuar... Olha... A minha casa já é aqui.
Pensei " Caramba, é a segunda vez que eu vejo o cara e já o faço chorar? Na primeira eu quebrei o nariz dele". Sentindo-me culpada, lhe dou um abraço apertado e um beijo na testa, a qual quase não alcançava mas dei meu jeito. Entrei em casa, dei comida ao meu gato, Golias, tomei um banho quente e fui dormir.
No dia seguinte, eu saí cedo de casa. Dalí havia me avisado que tínhamos que ser pontuais no restaurante e como, queria chegar no cargo de cozinheira chefe e realizar meu sonho, nunca faria nada que me constrangesse, fiz tudo pontualmente. Mas antes que eu pudesse abrir a porta de casa, eu ouço a porta bater. Atendo.
-Senhora Julia Morelli?
-Não, é Morello.
-Uau. Eu duvido que seja senhora. A senhora estaria em ótimas condições!
Podia? O porteiro estava me cantando. E não era tão feio... Usava uma blusa de praia e calças rasgadas.. Tinha cabelinho baixo mas jeito de menino.
-O que o senhor quer?
-Pode me chamar de Pablo.
-Ok. O que você quer, Pablo.
Ele exitou como se fosse falar alguma gracinha mas eu o encarei por trinta segundos sem piscar e ele me estendeu sua mão com uma carta com o título"querida filha".
Meus Romeus - BM
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Capítulo 2
Juntei metade dos papéis, apressada, quando levantei, com pressa pra ir embora, bati a cabeça no queixo de uma pessoa o que derrubou o homem há um metro de distância de mim.
Desesperadamente, como eu queria sair de perto do restaurante, comecei a rir para não chorar.
"Ótimo! Que dia perfeito! Já não basta o que aconteceu, agora isso? 'Foram meus primeiros pensamentos, quando dei conta de mim fui socorrer o homem:
-Moço! Moço... Ai meu Deus! Me desculpa! Por favor, levanta!
Ao levantar a cabeça dele, aparentava uns 30 anos, talvez um pouco mais velho que eu... Parecia um mendigo na verdade suas roupas não combinavam e seu cabelo estava arrepiado, fiquei com medo de ficar ali mas minha ética predominava.
Rapidamente arranjo um jeito de me apresentar.
-Me desculpe. Eu não consegui parar, olhei para baixo e não te vi. Você está bem?
Ele dá um pequeno "sorriso de lado" e olha de volta...
- Que dor de cabeça! Eu apaguei?
Revirou os olhos e voltou a desmaiar. Eu me desesperei!
- Você cozinha?
Eu fico pasma quando ele acorda com um papel na mão, uma folha escrita a mão por mim, do meu livro de receitas, eu nervosa respondo:
-Sim... Sim.. -Eu olho para os lados mas não tem ninguém na rua, começo a ficar desesperada...
Ele abre os olhos.
-Espinafre ao molho Barbecue...- E apaga...
-Meu Deus! - Eu fiquei sem saber o que fazer então decidi dar tapinhas no rosto dele. Ele acorda em súbito.
-Ai. Caramba... O que aconteceu aqui? - Olhou para meus papéis presos no chão, voando.
Ele dá uma risada, nós nos levantamos.
-Olha, eu posso chamar uma ambulância ou te acompanhar até em casa, ai, me desculpa moço, eu estou totalmente envergonhada. Eu não tenho carro, estou a pé, não posso fazer muita coisa.
O seu nariz estava sangrando e ele estava tossindo sangue em mim.
-Desculpe - E coloca a mão sobre o rosto.
-Moço... - Meu coração acelera quando ele chega mais perto mas de repente ele passa direto e começa recolher minhas coisas.
-Não acredito. Deve ser meu dia de sorte, eu estava a procura de uma boa cozinheira para meu canteiro. Olha, Julia Morello não é? Você é bem famosa por aqui, já deu muitas aulas para donas de casa, é isso? Meu nome é Dalí - Ele Tosse- Aqui.... o cartão da minha empresa, precisamos inovar um pouco... - Ele tosse
-Ãh.. eu... posso... "Como ele sabe meu nome? Isso é aterrorizante''.
-Não, não se preocupe com isso, foi só um acidente. -Ele tira a mão do nariz e eu tomo um susto:
-Ah! - Eu grito e ele fica lá sorrindo todo ensanguentado com seu nariz fora de órbita. -Seu na... -Ele cai pra trás e eu chamo o resgate, logo depois vou embora. No caminho, viro o cartão com o telefone dele e me surpreendo, ele é do restaurante Dall's, o melhor da cidade.
Eu sorrio, meio envergonhada, mas por dentro, pulando de alegria e preparando o celular para jogar na cara de Jacobo o acontecido.
Não estava crendo, do pior, de repente, eu havia passado de dia horrível para ótimo dia.
Eu liguei pra ele e no dia seguinte, eu já fui chamada para ficar lá.
Dalí me mostrou cada um dos empregados, inclusive, seu nome era Dalí, daí o nome "Dall's". Mas observei que ele não havia me apresentado a um homem que sentava em uma caixa de madeira próximo à dispensa. O miserável não parava de me olhar. Era um homem com cara de marrento e corpo de marinheiro, não muito forte, diria até que era delgado. Usava um avental branco por cima de roupas simples que encaixavam certo em sua personalidade. Esse era o gerente que discutiu comigo há um tempo atrás! Aquele grosseiro! Não entendia como ainda podia trabalhar lá.
Perguntei a Dalí quem era o sujeito ele me olhou com uma cara de preocupação, coçou a cabeça e me sussurrou:
- Não se meta com ele. Você não vai querer. Kevin é encrenqueiro e ouvi boatos que ele fugiu da prisão. Ele é um filho do melhor amigo do meu pai e o prometi que o ajudaria enquanto eu vivesse.
Eu olhei mais uma vez para ele e seu olhar me assustou. Ele levantou rapidamente do assento e passou por mim sem trocar mais nenhum olhar, frio e seco.
Desesperadamente, como eu queria sair de perto do restaurante, comecei a rir para não chorar.
"Ótimo! Que dia perfeito! Já não basta o que aconteceu, agora isso? 'Foram meus primeiros pensamentos, quando dei conta de mim fui socorrer o homem:
-Moço! Moço... Ai meu Deus! Me desculpa! Por favor, levanta!
Ao levantar a cabeça dele, aparentava uns 30 anos, talvez um pouco mais velho que eu... Parecia um mendigo na verdade suas roupas não combinavam e seu cabelo estava arrepiado, fiquei com medo de ficar ali mas minha ética predominava.
Rapidamente arranjo um jeito de me apresentar.
-Me desculpe. Eu não consegui parar, olhei para baixo e não te vi. Você está bem?
Ele dá um pequeno "sorriso de lado" e olha de volta...
- Que dor de cabeça! Eu apaguei?
Revirou os olhos e voltou a desmaiar. Eu me desesperei!
- Você cozinha?
Eu fico pasma quando ele acorda com um papel na mão, uma folha escrita a mão por mim, do meu livro de receitas, eu nervosa respondo:
-Sim... Sim.. -Eu olho para os lados mas não tem ninguém na rua, começo a ficar desesperada...
Ele abre os olhos.
-Espinafre ao molho Barbecue...- E apaga...
-Meu Deus! - Eu fiquei sem saber o que fazer então decidi dar tapinhas no rosto dele. Ele acorda em súbito.
-Ai. Caramba... O que aconteceu aqui? - Olhou para meus papéis presos no chão, voando.
Ele dá uma risada, nós nos levantamos.
-Olha, eu posso chamar uma ambulância ou te acompanhar até em casa, ai, me desculpa moço, eu estou totalmente envergonhada. Eu não tenho carro, estou a pé, não posso fazer muita coisa.
O seu nariz estava sangrando e ele estava tossindo sangue em mim.
-Desculpe - E coloca a mão sobre o rosto.
-Moço... - Meu coração acelera quando ele chega mais perto mas de repente ele passa direto e começa recolher minhas coisas.
-Não acredito. Deve ser meu dia de sorte, eu estava a procura de uma boa cozinheira para meu canteiro. Olha, Julia Morello não é? Você é bem famosa por aqui, já deu muitas aulas para donas de casa, é isso? Meu nome é Dalí - Ele Tosse- Aqui.... o cartão da minha empresa, precisamos inovar um pouco... - Ele tosse
-Ãh.. eu... posso... "Como ele sabe meu nome? Isso é aterrorizante''.
-Não, não se preocupe com isso, foi só um acidente. -Ele tira a mão do nariz e eu tomo um susto:
-Ah! - Eu grito e ele fica lá sorrindo todo ensanguentado com seu nariz fora de órbita. -Seu na... -Ele cai pra trás e eu chamo o resgate, logo depois vou embora. No caminho, viro o cartão com o telefone dele e me surpreendo, ele é do restaurante Dall's, o melhor da cidade.
Eu sorrio, meio envergonhada, mas por dentro, pulando de alegria e preparando o celular para jogar na cara de Jacobo o acontecido.
Não estava crendo, do pior, de repente, eu havia passado de dia horrível para ótimo dia.
Eu liguei pra ele e no dia seguinte, eu já fui chamada para ficar lá.
Dalí me mostrou cada um dos empregados, inclusive, seu nome era Dalí, daí o nome "Dall's". Mas observei que ele não havia me apresentado a um homem que sentava em uma caixa de madeira próximo à dispensa. O miserável não parava de me olhar. Era um homem com cara de marrento e corpo de marinheiro, não muito forte, diria até que era delgado. Usava um avental branco por cima de roupas simples que encaixavam certo em sua personalidade. Esse era o gerente que discutiu comigo há um tempo atrás! Aquele grosseiro! Não entendia como ainda podia trabalhar lá.
Perguntei a Dalí quem era o sujeito ele me olhou com uma cara de preocupação, coçou a cabeça e me sussurrou:
- Não se meta com ele. Você não vai querer. Kevin é encrenqueiro e ouvi boatos que ele fugiu da prisão. Ele é um filho do melhor amigo do meu pai e o prometi que o ajudaria enquanto eu vivesse.
Eu olhei mais uma vez para ele e seu olhar me assustou. Ele levantou rapidamente do assento e passou por mim sem trocar mais nenhum olhar, frio e seco.
domingo, 22 de setembro de 2013
Capítulo 1
-Eu morava em Nome, Alaska. Estava frio, meus dentes batiam, só o vinho me aquecia... Mas vocês acreditem ou não, a minha vida amorosa inteira se passou nesse lugar. Estou casada há vinte anos com o amor da minha vida a quem demorei algum tempo para perceber que era ele quem eu amava. O que vai te deixar com um friozinho na barriga nas horas em que eu te der um gostinho de quem seja ele.
-Por quê vocês demoraram tanto para casar vovó?
-É o papai, mãe? Filha, a vovó vai contar a história dela pra você, e vou lá fora dançar enquanto você ouve.
- Mamãe, traga bolo pra gente!
-Ouça a história primeiro.
-Mãe, você já contou essa história, e é muito longa! Hoje é o dia do meu casamento, me deixe fugir, só dessa vez? As meninas estão aí. Elas vão te ouvir!
-Mostra os dentes pra ela vovó! Uhg!!! Que nojo!
-Hahaha... Por fim, ou a ínico, como preferirem, vamos começar no dia 13 de outubro de 1999. Eu trabalhava em um grande restaurante a poucos passos do meu futuro ideal que envolvia ser uma grande chef de cozinha. Estávamos, eu, Daves e Bárbara do lado de fora do local, fumando, bebendo e fazendo brincadeiras imbecis uns com os outros.
-Imbecis vovó? Os adultos fazem isso? Pensei que eram muito inteligentes!
-Fazem sim minha neta... Fazem muita besteira aliás.
Quando sentimos um leve cheiro de gãs saindo do prédio. Deu apenas tempo para olharmos para cima pois o prédio se espatifou em menos de dez segundos.
A partir deste evento minha vida começou a ficar de pernas para o ar..
Dois dias depois, fiquei sabendo de um pequeno empreendimento que iria abrir em uma cidadezinha pequena ao lado da minha.
Eu trabalhava no segundo melhor restaurante da cidade então seria difícil chegar a algo a altura. Mas eu tinha uma ambição impossível, o melhor restaurante da cidade, Dall's. Eu havia tentado há 2 anos atrás uma vaga lá mas o gerente não quis nem me ouvir! Fez o maior barraco no meio de todos os cozinheiros quando viu que eu botava muito tempero na comida e fugia dos padrões do cardápio. Não ia voltar lá tão cedo, como última opção talvez.
Saí de casa às duas horas da tarde do dia 15. Lembrando que o livro que escrevi é baseado no meu diário que escrevia até meus 22 anos por motivos psiquiátricos.
Eu tinha tudo para conseguir o emprego, peguei o trem determinada e disposta ao que fosse.
Cheguei ao local cansada, mas com um sorriso no rosto a quem me olhasse. Apenas parei de sorrir quando vi um colega meu ali, junto ao patrão que seria meu se ele não estivesse la antes de mim.
Para deixar claro, eu fui enganada, levei uma rasteira do senhor Daves Jacobo. Maldito chinês! Eu o contei sobre o emprego duas horas mais cedo por que eu confiava plenamente nele, trabalhamos juntos, bebíamos juntos, o que poderia dar errado?
-O quê pensa que está fazendo? -Eu o perguntei de sobrancelhas franzidas e suor escorrendo. Ele descaradamente ainda teve a ousadia de me responder:
-Eu não podia perder uma oportunidade desse nível... E você me ajudou... Sinto muito... Nesse mundo, ganham os espertos- Disse ele com um sorriso malicioso no rosto.
Não aguentei que ele continuasse, como sou fraca, recolhi minhas coisas e saí do local chorando.
Estava chovendo e eu comecei a me molhar toda, abri o guarda chuva com raiva e minhas coisas escorregaram da minha mão.
-Por quê vocês demoraram tanto para casar vovó?
-É o papai, mãe? Filha, a vovó vai contar a história dela pra você, e vou lá fora dançar enquanto você ouve.
- Mamãe, traga bolo pra gente!
-Ouça a história primeiro.
-Mãe, você já contou essa história, e é muito longa! Hoje é o dia do meu casamento, me deixe fugir, só dessa vez? As meninas estão aí. Elas vão te ouvir!
-Mostra os dentes pra ela vovó! Uhg!!! Que nojo!
-Hahaha... Por fim, ou a ínico, como preferirem, vamos começar no dia 13 de outubro de 1999. Eu trabalhava em um grande restaurante a poucos passos do meu futuro ideal que envolvia ser uma grande chef de cozinha. Estávamos, eu, Daves e Bárbara do lado de fora do local, fumando, bebendo e fazendo brincadeiras imbecis uns com os outros.
-Imbecis vovó? Os adultos fazem isso? Pensei que eram muito inteligentes!
-Fazem sim minha neta... Fazem muita besteira aliás.
Quando sentimos um leve cheiro de gãs saindo do prédio. Deu apenas tempo para olharmos para cima pois o prédio se espatifou em menos de dez segundos.
A partir deste evento minha vida começou a ficar de pernas para o ar..
Dois dias depois, fiquei sabendo de um pequeno empreendimento que iria abrir em uma cidadezinha pequena ao lado da minha.
Eu trabalhava no segundo melhor restaurante da cidade então seria difícil chegar a algo a altura. Mas eu tinha uma ambição impossível, o melhor restaurante da cidade, Dall's. Eu havia tentado há 2 anos atrás uma vaga lá mas o gerente não quis nem me ouvir! Fez o maior barraco no meio de todos os cozinheiros quando viu que eu botava muito tempero na comida e fugia dos padrões do cardápio. Não ia voltar lá tão cedo, como última opção talvez.
Saí de casa às duas horas da tarde do dia 15. Lembrando que o livro que escrevi é baseado no meu diário que escrevia até meus 22 anos por motivos psiquiátricos.
Eu tinha tudo para conseguir o emprego, peguei o trem determinada e disposta ao que fosse.
Cheguei ao local cansada, mas com um sorriso no rosto a quem me olhasse. Apenas parei de sorrir quando vi um colega meu ali, junto ao patrão que seria meu se ele não estivesse la antes de mim.
Para deixar claro, eu fui enganada, levei uma rasteira do senhor Daves Jacobo. Maldito chinês! Eu o contei sobre o emprego duas horas mais cedo por que eu confiava plenamente nele, trabalhamos juntos, bebíamos juntos, o que poderia dar errado?
-O quê pensa que está fazendo? -Eu o perguntei de sobrancelhas franzidas e suor escorrendo. Ele descaradamente ainda teve a ousadia de me responder:
-Eu não podia perder uma oportunidade desse nível... E você me ajudou... Sinto muito... Nesse mundo, ganham os espertos- Disse ele com um sorriso malicioso no rosto.
Não aguentei que ele continuasse, como sou fraca, recolhi minhas coisas e saí do local chorando.
Estava chovendo e eu comecei a me molhar toda, abri o guarda chuva com raiva e minhas coisas escorregaram da minha mão.
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